Por que e para que uma Campanha da Fraternidade Ecumênica?

Desde os anos 2000, em média a cada cinco anos, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em parceria com o CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) promove a Campanha da Fraternidade Ecumênica, dando como frutos valiosas experiências de missão em nosso país. São muitos os benefícios de se pensar a fé de maneira coletiva, ainda mais quando vivemos problemas tão profundos que marcam a realidade brasileira. Pensar juntos, encontrar caminhos e superar os desafios: eis aí o eixo que nos conduz a cada Campanha da Fraternidade Ecumênica.


O objetivo principal campanha deste ano, tal como o próprio Texto-Base nos apresenta, é redescobrir a força e a beleza do diálogo como caminho de relações mais amorosas para a construção da paz, denunciando as diferentes violências praticadas e legitimadas indevidamente em nome da religião. Para isso, temos como tema “fraternidade e diálogo: compromisso de amor” e como lema “Cristo é nossa paz, do que era dividido, fez uma unidade”.


Sendo assim, Campanha da Fraternidade Ecumênica é capaz de proporcionar em nossas comunidades, de modo humilde, uma oportunidade colocar em marcha um processo de superação dos problemas sociais através do diálogo e das relações de amor entre todos e todas. O objetivo concreto é caminhar nesta quaresma para um nível de vida cristã mais inspirada e motivada por Jesus, mais comprometida em abrir caminhos para o projeto humanizador do Reino de Deus.


Não podemos formular “receitas pastorais”, mas podemos e devemos deixar as nossas comunidades melhor orientadas e mais centradas na pessoa de Jesus Cristo, que é a nossa paz. Enquanto irmãos na fé, faremos de maneira ecumênica com as demais igrejas cristãs do Brasil uma forte experiência de conversão para construirmos juntos um mundo mais digno e justo, mais fraterno e solidário, mais feliz para todos, a começar pelos últimos, no mundo desejado pelo Cristo que todos os cristãos professam.


Nesse sentido, fazer ecumenismo, tal como nos aponta o decreto aprovado no Concílio Vaticano II, é estar a aberto a construir a unidade cristológica que nos une na mesma fé e missão. Não se trata de enxergar as diferenças, mas sim as semelhanças. O foco não deve ser o que falta na outra comunidade de fé, mas o que nos conecta a ela. Os frutos da Campanha deste ano podem construir inúmeras pontes e novos acessos à fraternidade comum, mas cabe a cada cristão e cristã reconhecer o seu papel de articulador da unidade e não de divisor.


Façamos a nossa parte!

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