A história de uma cidade e sua importância
no século IXX
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A
Matriz de Nossa Senhora da Candelária
localiza-se na Rua Candelária entre
as Ruas Pedro Gonçalves (antiga
Rua da Palha) e XV de Novembro (antiga
Rua da Palma) e entre as travessas
Rua Sete de Setembro (antiga
Rua do Comércio) e Rua Dom
José (antiga Rua São
José). Faz frente para a Praça
Dom José de Camargo Barros, indaiatubano
de nascimento e sagrado Bispo da Diocese
do Paraná e Santa Catarina por Carta
Pontifical de 16 de janeiro de 1894 pelo
Papa Leão XII. |
A Matriz da Candelária
é uma das poucas igrejas sobreviventes
no interior do Estado de São Paulo
construídas em taipa-pilão.
Este era o sistema construtivo dominante
no planalto paulista até fins do
século XIX e consistia em socar camadas
de terra úmida entre formas de madeira
(os taipas).
A Matriz tem dimensões modestas ,
sua fachada principal mede 17,72 metros
e a fachada lateral mede 45,20 metros. A
nave principal tem 9,84 metros de largura
e 23,30 metros de comprimento. A Capela
do Santíssimo possui 6,53 metros
de largura e 13,20 metros de comprimento.
As paredes longitudinais são duplas,
sendo as paredes internas, que formam a
nave principal, separadas das paredes externas
por galerias de 1,87 metros de largura.
As duas paredes tem espessuras de 1,05 metros.
Essa galeria é interrompida a intervalos
por paredes transversais de taipa-pilão,
cortadas apenas pelas portas das galerias
do andar superior.
Estas
galerias, por sua vez, apresentam portas-janelas
com grades de ferro em balcões e
são unidas pelo coro que apresenta
grades de ferro antigas e é sustentado
por duas colunas de cabreúva maciça
que delimitam o paravento. As tábuas
do assoalho da galeria superior são
bastante largas e antigas.
Todas as portas originais, internas e externas,
possuem a verga em arco batido. A enorme
porta principal e uma porta em cada lateral
são providas de gonzos ( articulações
em que um pino solidário à
folha da porta penetra em copos vazados
presos às ombreiras.
O telhado prolongava-se em beiral largo
até as primeiras décadas do
século XX, quando foi cortado , sendo
as paredes externas prolongadas em platibandas.
Nada se sabe com precisão sobre o
inicio da sua construção,
mas é com certeza que em 1839 já
apresentava as paredes de taipa-pilão.
Diversas alterações importantes
aconteceram na Matriz em seus quase 200
anos de existência. Nada restou dos
seus três retábulos artísticos,
altares antigos, arco-cruzeiro, assoalho
de tábuas nem do seu forro pintado.
Pelo muito que conservou das suas características
originais, a Matriz da Candelária
de Indaiatuba, é tombada pelo Patrimônio
Histórico de Indaiatuba e representa
importante patrimônio da Arquidiocese
de Campinas e do povo de Indaiatuba.
(Extraído da Revista A Tribuna –
Órgão Oficial da Arquidiocese
de Campinas – com texto de Celso Lago
Paiva ) |
Pároco Atual
Padre
Marcelo Donizetti Previatelli.
Data de nascimento : 16/ 06 / 1969
Data da ordenação : 13/ 08/
1999
Foi ordenado Padre pela Arquidiocese de Campinas.
Assumiu a Paróquia em 27/01/2004.
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Sinópse Histórica
Indaiatuba,
Terra dos Indaiá , recebe este nome
devido a um tipo de palmeira de pequeno
porte conhecida como “Indaiá”,
encontrada muito freqüentemente em
nossas terras no inicio da nossa colonização.
Baseados em documentos que nos legaram alguns
livros antigos da nossa Paróquia,
podemos apresentar dados interessantes sobre
a vida da Paróquia de Nossa Senhora
da Candelária de Indaiatuba, desde
os albores de sua existência.
Nossa Paróquia teve seu inicio como
tantas outras. Consta que a devoção
a Nossa Senhora da Candelária chegou
com os primeiros moradores que aqui se instalaram
em meados do século XVIII, edificando
uma pequena capela em sua honra às
margens do Rio Jundiai. Este local da instalação
da pequena capela era local de passagem
e descanso para os viajantes que estavam
em transito entre a Vila de Itu e a Vila
de São Carlos, atual Campinas, ou
vice – versa. Diz a tradição
que a devoção a Nossa Senhora
da Candelária foi trazida da Vila
de Itu que também a tem como sua
Padroeira.
Antes da Proclamação da República,
havendo a união entre a Igreja e
o Estado, era este último quem oficialmente
decretava as leis, inclusive nomeando as
Paróquias e foi por Decreto Imperial
que em 9 de dezembro de 1830, Indaiatuba
passou a Freguesi , embora não sendo,
nesta época elevada à Vila,
como eram chamadas as cidades que recebiam
esta prerrogativa.
Eis na íntegra o decreto imperial:
“ Hei por bem sancionar e mandar
que se execute o que resolveu a Assembléia
Geral sobre a resolução do
Conselho Geral da Província de São
Paulo."
Art. 1º - Criar-se-ão Freguesias
as Capelas de São João do
Rio Caro e de Nossa Senhora das Dores do
Taiibi no Distrito de Vila da Constituição;
de Cabreúva e Indaiatuba , no da
Vila de Itu ; de Nossa Senhora do Belém
, no de Jundiai; no Bairro dos Silveiras
, no de Lorena; de Iporanga, no de Apiaí.
Art. 2º - O Governo marcará
a cada uma o competente Distrit .
O Visconde de Alcantara, Conselheiro do
Estado, Honorário Ministro e Secretário
de Estado dos Negócios de Justiça
tenha assim entendido, e faça expedir
os despachos necessários.
Palácio do Rio de Janeiro, em nove
de dezembro de mil, oitocentos e trinta.
Nono da Independência e do Império,
com a rubrica de Sua Majestade Imperial.
A
recém nomeada Freguesia, foi desmembrada,
em maior parte, da Vila de Itu, em pequena
part , da Vila de São Carlos, atual
Campinas, e em parte ainda menor, da Vila
de Jundia.
Com a criação da Freguesia,
criou-se, nesta mesma data, a Paróquia
de Indaiatuba dedicada a Nossa Senhora da
Candelária que logo em seguida recebia
seu primeiro vigário o Padre Pedro
Dias Paes Leme.
Desde o Padre Pedro Dias Paes Leme , até
os dias de hoje, foram trinta e sete os
Párocos ou Vigários que tomaram
posse da Paróquia, conforme consta
da Relação de Vigários
e Párocos.
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Párocos Anteriores
1-
Padre Pedro Dias Paes Leme: 1831 à
09/02/1841
2- Padre Antonio Cassemiro da Costa Roriz:
05/09/1841 à 1884
Substituto : Padre Bento Dias Pacheco: 1884
3- Padre Luiz Del Giudico: 21/12/1884 à
1890
4- Padre Elizário Martins Pedroso:
13/08/1890
5- Padre Alexandre Pucciano: 12/1890 à
02/1892
6- Padre João Ezequiel Teixeira Pinto:
1892
7- Padre Frediano Dini: 1893
8- Padre Bonifácio Alexandre: 23/10/1893
à 1895
9- Padre João Batista Monteiro: 12/06/1905
à 1897
10- Padre Gerônimo Migliano: 07/12/1897
à 1901
11- Padre Fernando Tognosi ( primeiro mandato
): 01/1902 à 1903
12- Padre Canuto de Araujo Amarante: 02/12/03
à 1906
13- Padre Fernando Tognosi ( segundo mandato
): 01/1906 à 07/1906
14- Padre Nicolau Amstalden: 07/1906 a 08/1906
15- Padre Miguel Guilherme: 24/08/06 à
1909
16- Padre Teófilo Antonio de Souza:
05/1911 à 07/1911
17- Padre Agostinho Martel: 07/1910 à
1911
18- Cônego Oscar Sampaio: 02/1911 à
07/1911
19- Padre Francisco Eduardo Paes Moreira:
1911 à 07/1920
20- Padre Alberto Motz: 07/1920 à 1923
21- Padre Lázaro Sampaio: 10/05/23
à 1925
22- Padre Félix das Dores Ortega: 25/09/25
à 1930
23- Padre Luiz Soriano: 1931 à 1936
24- Padre Vicente Rizzo: 07/02/37 à
05/45
25- Padre Antonio Janoni: 04/45 à 10/56
26- Padre Carlos Menegazzi: 10/56 à
06/01/60
27- Padre Claret R. Toledo Pizza: 11/60 à
10/66
28- Padre Francisco de Paula Vasconcellos:
10/10/66 à 02/67
29- Padre Hermínio Bermascomi: 02/67
à 10/02/70
30- Padre Álvaro Augusto Ambiel ( primeiro
mandato ): 12/04/70 à 10/09/78
31- Padre Antonio Pontes de Moraes: 10/09/78
à 30/11/79
32- Padre Álvaro Augusto Ambiel ( segundo
mandato ): 01/12/79 à 15/02/81
33- Padre Luiz Antonio Guedes: 15/02/81 à
23/09/84
34- Padre Geraldo Jacobucci ( Vigário
Auxilar ): 13/01/86 à 31/10/88
35- Padre João Aparecido Passadore
( Vigário Auxiliar ): 31/12/88 à
04/03/89
36- Padre Rogério Andrade Santeri (
Vigário Paroquial): 12/97 à
02/99
37- Padre João Augusto Piazza: 23/09/84
à 30/10/99
38 - Diácono João Paulo da Silva:
02/2000 à 06/2000
39 - Padre Jeronymo Antonio Furlan: 31/10/99
- 09/02/2004 |
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Fatos relevantes da Paróquia
Construção
da Matriz: pouco se sabe com precisão
sobre o inicio da construção,
mas é certeza que em 1839, a Matriz
já possuía as paredes de taipa.
O primeiro Pároco
foi o Padre Pedro Dias Paes Leme.
Início
da construção da Casa Paroquial:
durante o mandato como Pároco do
Padre Francisco Eduardo Paes Moreira, entre
1911 e julho de 1920.
O
término da construção
se deu no mandato do Padre Lázaro
Sampaio.
A
Escola Técnica de Comércio
Nossa Senhora da Candelária –
atual Colégio da Candelária
– foi fundada durante o mandato como
Pároco do Padre Carlos Afonso Menegazzi
que foi Pároco entre 21/10/56 e 06/01/60.
O Salão Comunitário da Candelária
, foi construído durante o primeiro
mandato como Pároco do padre Álvaro
Augusto Ambiel, entre 12/04/70 e 10/09/78.
(Extraído
do livro relativo à Comemoração
dos 160 anos de Fundação da
Paróquia da Candelária e do
Diretório Paroquial da mesma Paróquia)
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